Alô, alô Terezinha: Documentário sobre a vida de Chacrinha

Alô, Alô Chacrinha onde está você nesse documentário?

Por Vilma Souza

Resolvi assistir o documentário sobre a vida de Chacrinha, não acompanhei seu trabalho, mas como é uma personalidade ainda muito presente surgiu à curiosidade de conhecer um pouco mais sobre esse “palhaço” que tanto alegrou a vida dos brasileiros na década de 80.

Resultado, decepção, entrei sem saber nada da vida do apresentador, sair sabendo menos ainda, ou menos do que eu gostaria de ter visto. Esse documentário deveria ser direcionado aos fãs das “Chacretes”, pois só se fala nelas, pouco foi falado sobre Chacrinha. Lógico que elas tinham que ser presença certa no documentário, pois fizeram parte da vida do artista, mas exageram na dose “Chacretes” e reduziram a dose “Chacrinha”, no meio de tantos convidados as “meninas do Chacrinha” tinham que ser destaque, mas acabaram por ofuscar o personagem principal, o que deve ser considerado no mínimo de mal gosto.

Uma pequena participação da esposa do apresentador nos remeteu ao que seria a idéia do projeto, que era mostrar a carreira do palhaço. De vez em quando algumas aparições do apresentador em edições de programas exibidos por diversas emissoras pela qual passou. Comparando com alguns documentários que tive o prazer de assistir onde mostra a vida do artista do inicio ao fim, passando por todas as etapas importantes de sua carreira com depoimentos de amigos pessoais, família, histórias interessante sobre a pessoa, o Alô, alô Terezinha  só deixou na vontade aqueles que foram assistir pensando que iriam rever e conhecer um pouco mais do artista Abelardo Barbosa. Preferiram dar ênfase na vida de prostituição em que viviam as coadjuvantes e mostrar na atualidade a derrota em que essas pessoas se encontram, chegando a momentos de fazê-las se portarem de modo ridículo, seja posando nua ou com um maiô que se vestia a mais de trinta anos atrás no programa, onde essas hoje com cinqüenta sessenta anos tinham dezoito vinte e poucos anos.

Mas se tudo na vida tem dois lados, o positivo e o negativo, com o documentário não poderia ser diferente. Se o público ficou insatisfeito com a falta de informações e de fatos interessantes que fizesse relembrar o artista Chacrinha, serviu para ensinar à aqueles que estão no auge hoje, que amanhã poderão ser esquecidos e todo aquele glamour, soberba e porque não dizer ignorância poderá se resumir numa vida medíocre, ou melhor, falida, infeliz ,onde a única riqueza que resta é a lembrança de uma vida que teve e que nada se parece com a que tem. Pois assim se encontram as tão mostradas no documentário, as Chacretes. Como foi dito por elas mesmas em seus depoimentos, tiveram muita fama e dinheiro, todos os homens ricaços aos pés, filas de carros para elas escolherem com que ia sair, viviam fazendo programas e hoje o que resta delas? Nada, vive na quase miséria. A mais “inteligente”, segundo uma das pessoas que deram depoimento, vive hoje de filme pornô.

Mestre Chacrinha licença para utilização de uma fala muito conhecida sua: Fom! Fom! Os criadores ganharam um troféu abacaxi!

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